Uma rápida revisão das notícias do início do ano nos remete ao fato de que, em fevereiro, a indústria automobilística brasileira dava uma demonstração de coragem. Naquele mês, 257,2 mil carros seriam produzidos no País, um substancial aumento de 29,9% em relação ao mês anterior, janeiro.

Pois reportagem na edição de ontem deu conta de que, pelo menos em Goiás, as projeções se confirmaram. O comércio de automóveis zero quilômetro no Estado registrou uma alta de 9,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Só em agosto, foram 11.931 emplacamentos - um patamar só observado nos idos de 2014, antes da crise política e econômica que sacudiu o Brasil de lá para cá. O resultado, portanto, reflete a retomada não só do mercado de automóveis, mas da confiança no ambiente de negócios. Na avaliação da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores, o crescimento mesmo que tímido da geração de emprego, combinado com a maior oferta de crédito e o controle da inflação e das taxas de juros, reforçaram o desempenho.

Ao correr riscos, o setor desencadeia uma onda positiva cujos resultados todos começamos a perceber. E a saudar.