Quando o assunto são alimentos que tem gordura, o sinal de alerta costuma piscar, principalmente para quem se preocupa com os níveis de colesterol no sangue. No entanto, contrariando esse pensamento, o azeite de oliva é um bom exemplo de que é possível ter essa propriedade e, ainda assim, trazer benefícios ao organismo.

De acordo com o cardiologista Lucas Velloso Dutra, do Hospital Edmundo Vasconcelos, por ter na composição ácidos graxos monoinsaturados e polifenóis com propriedades antioxidantes, o azeite é capaz de diminuir o colesterol ruim, LDL e, consequentemente, diminuir os riscos de problemas cardíacos.

"A recomendação para que essas propriedades, classificadas como gorduras monoinsaturadas, sejam eficazes é que, ao mesmo tempo que a sua ingestão, seja feita a diminuição do consumo de gorduras saturadas de origem animal, geralmente encontradas em produtos industrializados. Essa substituição pode reduzir os níveis de colesterol ruim, LDL, e manter os de colesterol bom, HDL", diz.

Segundo o especialista, com isso há diminuição da oxidação do LDL, que está envolvido na formação de placas de gordura nas artérias, chamada de aterosclerose, responsável por doenças cardiovasculares como o infarto agudo do miocárdio. "Para garantir os benefícios do azeite, o primeiro passo é reparar nas informações do produto ainda no momento da compra."

A dica é optar apenas pelo tipo extravirgem, que possui acidez menor que 0,8. O segundo passo fica para o momento da preparação, que segundo Lucas deve ser preferencialmente usado em sua forma natural. "O azeite deve ser usado em quantidade moderada, com dose diária de 30g/dia e in natura, pois quando aquecido pode perder as propriedades que auxiliam na saúde. Uma boa opção é utilizar o produto para finalizar saladas e outros pratos", recomenda.