Conhecida e temida pela maioria das mulheres, principalmente por ser causa importante de infertilidade feminina, a endometriose é uma doença crônica e multifocal, causada pela presença do tecido endometrial fora da cavidade uterina, associado à fibrose e reação inflamatória.

De acordo com a Sociedade de Radiologia Abdominal, a endometriose está presente em aproximadamente 6 a 10% de mulheres em idade fértil, tendo como principais sintomas dor de longa data ao menstruar, dificuldade para engravidar, dor durante a relação sexual, alterações no hábito intestinal, dentre outros. Ainda segundo a entidade, o atraso no diagnóstico é estimado de 7 a 8 anos, dado preocupante já que a detecção precoce é ferramenta fundamental para o tratamento eficaz da doença.

A médica radiologista do CRD – Medicina Diagnóstica, Luena Braz de Novais Neves Rak, que atua principalmente em imagem da mulher, alerta que o grande desafio da endometriose é o diagnóstico correto, no momento certo e com o profissional adequado. De acordo com ela, não existe até o momento cura da doença, por isso, é imprescindível que a mulher, ao perceber os sintomas, procure ajuda de um ginecologista especializado na área.

Luena ressalta, ainda, que fazer exames solicitados em clínicas com especialistas em imagem da mulher faz toda a diferença. “Na medicina quanto mais especializamos em uma área, mais chances de um diagnóstico correto, no momento certo, levando a um tratamento precoce e com maiores chances de sucesso”, pontua.

EXAMES DE IMAGEM

A especialista explica que o diagnóstico da endometriose é clínico, complementado por exames radiológicos. A ressonância magnética da pelve com preparo intestinal, dentro do protocolo adequado, oferece a possibilidade de uma avaliação global das estruturas pélvicas, sendo mais específica em lesões mais profundas, pequenos focos de endometriomas ovarianos, de difícil análise pela ultrassonografia. “No CRD temos uma excelente estrutura tecnológica com aparelhos de ressonância magnética de última geração. Inclusive recentemente foi adquirida uma Ressonância Magnética 3 Tesla, com maior campo magnético e maior precisão na anatomia pélvica”, frisa Luena.

Em contrapartida, de acordo com a especialista, a ultrassonografia endovaginal com preparo intestinal atua como exame inicial, observando lesões mais superficiais, bem como acometimento intestinal de maneira muito detalhada. “O ultrassom também depende de quem o realiza, pois é um exame dinâmico e depende de qual profissional vai executá-lo e da sua curva de aprendizado”, detalha.