Maria de Lourdes Rodrigues, a Maria do Uru, fazia questão de esperar os atletas da Caminhada Ecológica à espreita na janela da casa na fazenda da família, próxima ao Rio Uru e na divisa da Cidade de Goiás com Itaberaí. Depois, passou a recebê-los em casa, com lanche e depois almoço, denominando-os de “beija-flores”.

Apesar da morte dela, em abril de 2017, aos 95 anos, o legado dela permanece vivo. Assim, se fez em 2017, 18 e na tarde desta quarta-feira (dia 17), quando sete – dos onze filhos dela  -, cinco netos, quatro bisnetos e dois tataranetos ficaram à espera dos atletas e das equipes de apoio da 28ª Caminhada Ecológica, em ritual semelhante ao da mãe.

Prepararam bolo de fubá, biscoitos, pão de queijo, sequilhos, frutas, doces e pipoca, que Dona Maria gostava de jogar sobre os atletas, abrindo um sorriso largo, além de dar a bênção a cada um deles. “Fazemos questão de manter o legado dela. Minha mãe esperava por eles todos os anos. Estamos aqui para recebê-los, assim como ela queria que não houvesse desavença ou algum tipo de desunião entre os filhos que ficaram”, explicou uma das filhas, Maria Rodrigues. Ela citou que, entre os familiares, o caçula é o pequeno Vitor Hugo, de 9 meses e tataraneto de Maria do Uru.    

Na fazenda de Maria do Uru, ainda deu tempo de os atletas aproveitaram a sombra para, logo após o lanche da tarde, descansarem sob a sombra de mangueiras e outras árvores frutíferas plantadas no quintal. A velha bica d´água, que é abastecida por uma nascente que vem do outro lado da  Rodovia GO-070, foi ponto para alguns atletas se refrescarem e, ainda, para observarem o velho monjolo desativado.